24.06

Para a primeira temporada a série da Apple TV+ “Dickinson”, a criadora Alena Smith e sua equipe receberam um Peabody Award pela maneira geniosa como a comédia usa a vida de Emily Dickinson (interpretada por Hailee Steinfeld) para discutir questões modernas como identidade e igualdade. Mas apesar da estreia bem-sucedida, Smith e a equipe “Dickinson” não descansaram sobre os louros (contentar-se com o sucesso já obtido).

“A 2ª temporada foi totalmente diferente em tons e cada personagem cresceu bastante com a 1ª temporada”, disse a estrela Jane Krakowski, que interpreta a Sra. Dickinson no programa, ao Gold Derby em uma entrevista este ano. “Inicialmente, era um pouco como, ‘Você pode explicar por que eles fizeram essas mudanças?’ [Alena] tinha respostas para cada pedacinho disso e guiou nossos personagens onde eles iriam começar a segunda temporada. Eu acho que a segunda temporada é melhor do que 1ª temporada por causa disso.”

Passado nos meses anteriores à Guerra Civil, segunda temporada de “Dickinson” acompanha o contínuo amadurecimento de Emily como artista e pensadora, e a força a questionar o que ela realmente quer de sua carreira de escritora. Além de fornecer os anacronismos alegres que os fãs da série passaram a amar na 1ª temporada, a segunda temporada também aprofunda ainda mais o relacionamento de Emily com Sue (Ella Hunt) e deixa o casal “eles vão ou não” ter um retorno, quando os créditos rolam no final.

“Este é um relacionamento estranho e essas duas jovens estão apaixonadas e é ótimo que essa representação esteja acontecendo”, disse Smith a Gold Derby. Mas, além do romance, o casal também é sobre “a relação entre uma escritora e seu leitor”.

“Acredito que Emily Dickinson chegou à conclusão – em poemas como ‘A alma seleciona sua própria sociedade’ ou ‘Se eu puder impedir um coração de se partir, não viverei em vão’ – que outros escritores também chegaram: Que é, não consigo pensar no mundo inteiro quando escrevo, tenho que pensar em uma pessoa que precisa saber o que estou dizendo e uma pessoa que vai entender o que estou dizendo”, disse Smith sobre a evolução e a realização. “Esse caso de amor idealizado que pode ocorrer entre um escritor e um leitor. Então eu acho que a última cena é a consumação dessas duas namoradas, mas também é a consumação mais literária de que todo poeta espera que seja compreendido.”

Apesar da aclamação da crítica, a 1ª temporada de “Dickinson” falhou em encontrar o favor da Academia de Televisão. Mas, à medida que o perfil da Apple TV+ cresceu, o programa é um candidato em toda a linha para a 2ª temporada, com o Episódio 5, “Split the Lark”, mantendo o foco principal da campanha (esse episódio está listado na votação para “Dickinson” nas categorias de redação, direção e artesanato).

Siga os links abaixo para ouvir mais sobre a 2ª temporada de “Dickinson” em nossas oito entrevistas exclusivas com a equipe por trás do show, incluindo Smith e Steinfeld.

 

Hailee Steinfeld, Atriz

Jane Krakowski, Atriz Coadjuvante

Alena Smith, Showrunner

Jennifer Moeller, Figurinista

Neil Patel, Designer de produção

Drum and Lace, Ian Hultquist, Compositores

DeVoe Yates, Supervisor Musical

Ande Yung and Suzy Mazzarese-Allison, Maquiagem e Penteado

Fonte: Gold Derby

Tradução e adaptação: Hailee Steinfeld Brasil



22.06

Não teria nenhum Dickinson sem sua personagem de título, a poeta Emily Dickinson, e a fenomenal jovem atriz que a interpreta, Hailee Steinfeld. Agora com 24 anos, Steinfeld ganhou uma indicação ao Oscar com seu filme True Grit uma década atrás. Ela traz uma postura e presença para a escritora atormentada, cujo enredo da segunda temporada dança com a sua fama e a experiência variada de interações memoráveis.

Awards Radar teve a oportunidade de pegar Steinfeld no meio de filmagens enquanto ela está no set filmando a terceira temporada para discutir os vários atores convidados, encontrando Nobody, e uma pequena provocação do que virá para as pessoas de Amherst.

Essa série parece muito divertido de fazer – como foi a experiência de filma-lá?

Igualmente divertido, se não mais. É engraçado porque depois que a segunda temporada saiu, eu fiquei sabendo de muitos fãs pedindo por erros de gravação. Embora nossa série não seja amigável para erros de gravação, se tivesse uma câmera no meio das filmagens para capturar esses erros de gravações fora das câmeras, se você me entende, você teria um filme inteiro deles. Nós estamos constantemente brincando, mantendo uns aos outros com os pés no chão. E apenas mantendo tudo vivo no meio das gravações e fora do set, o que é a melhor parte de tudo.

Você era fã de Emily Dickinson crescendo e você um dia esperou interpreta-lá?

Eu definitivamente nunca esperei isso, não. Eu não era muito familiarizada com o trabalho dela antes dessa série, eu sempre tenho esses momentos nos quais eu sou muito grata que o que eu faço me introduz para pessoas e materiais que eu só posso desejar que tivesse encontrado antes. Mas eu sou grata por essa série servir de introdução para essa incrível mulher e seu trabalho.

Você ganhou uma apreciação maior por poesia por fazer essa série e recitar tantos poemas?

Meu deus, absolutamente. Eu aprendi, e eu acho que poesia realmente está em todos os lugares. E eu acho que o que é tão incrível sobre a poesia de Emily é que ela nunca seguiu regras. Ela usou espações e pontuações interessantes, em momentos onde você não necessariamente colocaria, mas ela fez isso seu. Ela fez o que ela queria, ela escreveu como ela queria, e ela escreveu tudo que ela pode possivelmente querer sem se segurar, o que eu acho um tanto quanto especial.

Emily parece mais isolada na segunda temporada, especialmente no episódio em que ninguém consegue vê-la. Como foi a experiência de fazer esse episódio?

Isso foi particularmente confuso. Nas primeiras horas do primeiro dia de filmagem daquele episódio, começamos com a cena para perceber que eu sou de fato invisível, onde minha mãe e Lavinia estão conversando sobre onde eu poderia estar e eu estou sentado bem ali. Foi provavelmente um dos mais longos, talvez. Para efeitos de som, um de como eu não os interrompo e deixo muitas pessoas com raiva de mim depois deles não podendo ouvir dizer suas falas quando estou realmente gritando sobre eles dizendo que estou aqui, e descobrir o tempo e a logística disso era coisa própria. Mas direi, apenas do ponto de vista narrativo, uma história realmente interessante para ser contada sentindo-se absolutamente invisível e não visto. Com toda essa temporada mergulhando nas ideias de fama, exposição e atenção, o que isso poderia realmente fazer você se sentir. Os extremos opostos do espectro que você poderia experimentar em termos de querer isso. Esse é um fim, que é a invisibilidade. Eu acho que o conceito daquele episódio foi bem legal, e eu gostei de brincar com isto.

Falando em fama e exposição, você teve um ótimo coadjuvante na segunda temporada, Finn Jones. Como foi sua dinâmica no set e como vocês trabalharam juntos para levar seus personagens em sua jornada de montanha-russa?

Finn Jones é tão maravilhoso. Eu estou constantemente surpresa com as incríveis estrelas convidadas que somos capazes de obter neste show que vêm do nada e apenas detonam nestes personagens que eles interpretam em questão de segundos. Finn entrou, e ele até foi escalado no último minuto, entrou e assumiu o papel de Sam Bowles. Esta relação entre Emily e Sam é uma intriga e mistério que Emily está realmente tentando ir a fundo e descobrir. Ela ama essa pessoa, ela ama a ideia dessa pessoa, ela ama a ideia do que ele tem a oferecer a ela e tem curiosidade de que isso seja mais do que uma ou duas coisas. É uma espécie de montanha-russa em certo sentido, e se torna um triângulo entre Emily, Sam e Sue, e há muitos questionamentos se as intenções são puras. Se Sue está empurrando Emily para Sam para seu próprio benefício ou para o benefício de Emily, isso envia Emily para uma espiral de confusão que a leva a um momento em que ela percebe que ela escreve por amor e não por fama.

Eu ouvi de Ella sobre a jornada pela qual Emily e Sue passam. Eu imagino que foi uma grande mudança em relação à proximidade que os dois personagens sentiram na primeira temporada e a distância que você teve que construir antes de chegar a esse clímax no episódio dez?

Com certeza. O relacionamento delas é tão complicado porque são os extremos de proximidade e os extremos de distância que eles sentem. Embora a maior distância que elas vão sentir fisicamente seja estar do outro lado da rua, Emily até diz que as persistente (é uma planta que tem folhagem que permanece verde e funcional por mais de uma estação de cultivo) parecem estar a cem anos de distância, que está sempre longe, quando ela não se sente conectada a ela emocionalmente. Na segunda temporada, logo de cara, Emily está confusa. Ela começa confusa com o brilho da nova vida de Sue. Ela a vê se transformando naquilo que, no fundo, sabe que não é. O que é tão bonito é que seu relacionamento pode ir até os confins do universo, mas elas ainda voltam uma para a outra. E no final dessa temporadas, elas se prometem uma para a outra, o que é tão lindo.

Outra bela parte da segunda temporada, que também muito assustadora, é o relacionamento que se desenvolve entre Emily e “Ninguém”, especialmente quando isso se transforma em outra coisa no final da temporada. Como foi filmar algo que foi possivelmente a parte mais séria do show?

Uma coisa que eu amo e continuo a me impressionar é como Alena Smith, nossa escritora e criadora, traz conceitos para esta série como personagens. Tivemos a “morte” e agora temos “ninguém”. A ideia de “Ninguém” ser uma pessoa, um lembrete para Emily de que sua vida poderia ser assim, é meio que assustadora. Você disse isso perfeitamente. É essa pessoa muito misteriosamente assombrada que está parada na frente dela, dizendo a ela para não buscar fama, para ficar em seu quarto e escrever para si mesma, que ela será mais feliz assim. E é aquela coisa de quando você ouve isso, você realmente tem que ver o outro lado por si mesmo. Tão complicado quanto, aliás, descobrir como filmar aquelas cenas em que eu seria o único a vê-lo e ninguém mais veria. Will, o ator que interpreta Ninguém, é tão maravilhoso e trouxe uma essência para aquele personagem e para o nosso show que é poético, estóico e assustador, como você disse.

Há tantos atores com pequenos papéis sobre os quais poderíamos falar. Eu queria mencionar Timothy Simons como Frederick Law Olmsted e como o episódio foi divertido, nos perdemos juntos e não sabíamos muito bem o que era real. Você tem boas lembranças de fazer aquele episódio ou de qualquer outra estrela convidada que realmente causou uma boa impressão?

Me lembro de pensar e sentir desde o início, que a conversa inclui eu, Edward Dickinson, Austin Dickinson e o Olmsted. E no minuto em que o Olmsted se afasta e eu começo a persegui-lo, imediatamente senti que esse poderia ser o seu próprio episódio, por si só, segui-lo por um jardim e um labirinto sem fim. Nós nos divertimos muito juntos. O timing de Timothy é tão incrível. Novamente, outra coisa incrível para explorar com essa figura histórica. Como mencionei, estou sempre impressionada com esses atores que podem entrar e fazer essas coisas tão rapidamente, mas não só isso, essa é a generalização disso, mas entrar e interpretar esses personagens históricos de uma maneira que você nunca faria. Ele apenas trouxe uma grande peculiaridade, sagacidade e humor para esse personagem que foi realmente maravilhoso.

Você é o protagonista deste show, então obviamente você consegue interagir com a maior parte do elenco, mas há alguém com quem você adoraria compartilhar cenas, mesmo que suas histórias não combinem logicamente?

Ooh, é engraçado. Tenho muita sorte em passar meu tempo com quase todo mundo. Amo Jane Humphrey, Abby, Abiah e Toshiaki. Essa turma é tão divertida, e Emily os ama como amigos que estão lá desde sempre, mas eles nem sempre concordam com tudo. Acho que seria divertido deixá-los mergulhar em um mundo que nunca vimos. Eu também tive algumas cenas maravilhosas com Austin e Lavinia, e tivemos algumas ao longo das temporadas juntos, nós três, e eu sempre quis mais deles como irmãos. Eu acho que é uma dinâmica realmente maravilhosa que todos eles têm.

Toby, Ella e Anna indicaram apenas que veremos muito da Guerra Civil na terceira temporada. Há algo que você pode dizer sem se meter em problemas sobre o que o público pode esperar?

Uma coisa que eu acho que as pessoas vão ficar muito satisfeitas em ver quanto crescimento houve durante a terceira temporada. Houve muito durante a primeira e a segunda temporada, mas eles estão em uma época diferente agora e como meus outros colegas de elenco parecem ter mencionado, sim, isso acontece durante a Guerra Civil. Esse é o seu próprio tempo. Eles viveram isso, e há muito sofrimento. Há muita escuridão. Com isso, é claro, não seria Dickinson sem a comédia e a histeria maravilhosas e absurdas. Tudo está enraizado na realidade do tempo em que eles estão vivendo, que é sombrio. Todos eles tiveram que crescer bastante e todos cresceram. É uma temporada muito madura. Estou realmente ansiosa para compartilhar com todos.

As primeira e segunda temporada de Dickinson estão disponíveis exclusivamente na Apple TV+.

 

Fonte: Awards Radar

Tradução e adaptação: Hailee Steinfeld Brasil



30.12

A atriz de descendência Filipina-Americana fala sobre seus dois projetos diferentes e sua herança filipina.

“No que diz respeito ao arco e flecha, sou muito boa”, Hailee Steinfeld declarou sobre Kate Bishop, sua arqueira mágica super-heroína em Hawkeye, a série MCU que está por vir na Disney Plus.

“Eu vou te dizer isso,” brincou Hailee que estava ligando de Atlanta, onde ela está filmando a série que marca a sua primeira vez se juntando a MCU. A jovem de 24 anos conseguiu o cobiçado terceiro personagem e é a primeira mulher a receber o nome Hawkeye.

A série também é estrelada por Jeremy Renner (Clint Barton), Florence Pugh (Yelena Belova) e Vera Farmiga (Eleanor Bishop).

“Eu direi que é algo que eu realmente gosto”, acrescentou a filipina-americana, que ganhou uma indicação ao Oscar por “True Grit” e um Globo de Ouro por “The Edge of Seventeen”.

“Eu nunca peguei um arco e flecha antes deste projeto. É algo que definitivamente recomendo. É um esporte que qualquer pessoa pode praticar e começar em qualquer momento da vida ”.

“E é verdadeiramente terapêutico e simplesmente incrível. Nunca pensei ou me vi fazendo isso. Mas aqui estou. Eu absolutamente amo. ”

Hailee está se divertindo muito. Ela está ocupando dois mundos hoje em dia – Século 19 através da aclamada série da Apple TV, Dickinson, onde ela interpreta a poetisa Emily Dickinson e o MCU, no qual ela é um membro dos Jovens Vingadores que é hábil não apenas com arco e flecha, mas também em esgrima, jiu-jitsu e boxe.

“Hawkeye é uma grande distração de Dickinson, então tem sido muito divertido”, a atriz compartilhou. “Para saltar em um universo totalmente novo. É realmente emocionante dar vida a esse personagem. Essa personagem que as pessoas estão realmente ansiosas para ouvir sua história.”

Em relação a pular para o mundo dos super-heróis dos quadrinhos, a estrela de Bumblebee disse: “Eu sempre adoro quando entro em um universo que existe porque lá, parece que há uma quantidade infinita de referências e informações. É sempre emocionante ver o que os cineastas escolhem tirar do que sabemos e transformá-lo no que se torna.”

“No que diz respeito aos quadrinhos, é como se Emily e sua poesia tivessem esse tipo de mundo de informações sem fim. Sempre adorei quadrinhos. Sempre fui uma pessoa muito visual. ”

“Um grande livro com algo acima de 200-250 páginas sempre me intimidou. Mas os quadrinhos sempre foram algo que me atraíram por causa do aspecto visual deles. Eu me diverti muito lendo esses quadrinhos, passando por eles e descobrindo esses elementos de Kate Bishop que estão lá e que estamos trazendo à vida no programa, e outros elementos dos quadrinhos. ”

Em seu outro programa, Dickinson, Hailee é totalmente envolvente como a poetisa americana que era obscura durante sua vida, mas agora é considerada uma das figuras mais importantes da poesia. Na série da Apple TV, retornando com a segunda temporada em janeiro, a criadora Alena Smith oferece uma sensibilidade moderna da vida e dos tempos de Dickinson.

“O que eu acho tão incrível sobre esse show é que ele desafiou muitos jovens na maneira que eles pensam sobre certas coisas. Usando um período de tempo diferente, mas através de lentes modernas, o show dá a sensação de que, embora felizmente tenhamos percorrido um longo caminho, é um lembrete de quanto trabalho ainda temos que fazer.”

“Com peças de época, existe esse tipo de estigma que vem junto com relação às gerações mais jovens. Eles ouvem que é uma peça de época e é meio chata. Ou é algo com o qual não podemos nos relacionar ou é do passado ou algo assim.”

“Tive a mesma reação com algumas coisas quando elas vieram até mim – é outra peça de época. Mas há algo sobre esta que você esquece que foi há muito tempo.”

“Isso é assustador porque as conversas que eles estão tendo no programa, os temas que estão acontecendo e as perguntas que implora para fazer são coisas que ainda estamos descobrindo.”

Hailee compartilhou o que está por vir na segunda temporada do programa, que também apresenta Adrian Enscoe, Jane Krakowski, Toby Huss, Wiz Khalifa, Anna Baryshnikov, Ella Hunt, Nick Kroll, Timothy Simons, Ayo Edebiri, Will Pullen e Finn Jones.

“O relacionamento mais antigo de Emily é com sua poesia e essa é a força move sua vida”, Hailee começou. “Na primeira temporada, Emily ganhou o direito de se tornar uma escritora. Se a razão pela qual ela não publicou na primeira temporada foi porque seu pai não permitiu, a segunda temporada está questionando – ela agora não está publicando porque está preocupada com a ideia de fama, de se tornar famosa?”

“Colocando-a para o mundo e se abrindo coloca ela em julgamento e dúvida. Ela só realmente compartilhou sua poesia, pelo que sabemos e em nosso show, com uma pessoa. E essa é Sue (Ella Hunt), com quem ela disse ter um relacionamento. Ela está procurando alguém para entendê-la.”

“Na segunda temporada, vemos quem são essas pessoas. São homens e mulheres. Ela está procurando por alguém que a veja como ela é. Muito parecido com os humanos, isso é o que fazemos.”

A Californiana, que também é cantora e compositora, espera dirigir algum dia. “Eu co-dirigi um videoclipe (musical) meu pouco antes da pandemia. Foi uma ótima experiência. Sempre tive interesse em dirigir.”

“Eu trabalhei com alguns dos melhores. Desde que comecei a trabalhar neste ramo, fiquei muito inspirada pelos diretores com quem trabalhei.”

“Então, foi muito divertido colocar aquele chapéu por um momento e trazer um pouco do que eu tinha para a vida. Espero talvez fazer isso de novo em algum momento em um espaço diferente e em uma escala diferente.”

Pedi a Hailee uma atualização sobre o lado filipino de sua família. Eu perguntei sobre seu tio, Larry Domasin, que era uma ator mirime co-estrelou com Elvis Presley em “Fun in Acapulco”.

“Ele é incrível!” Hailee exclama. “Recentemente, descobri um monte de fotos dele naquele filme com Elvis. São fotos que preciso emoldurar e colocar na minha casa. Eles são tão incríveis.”

“Minha mãe é incrível”, disse Hailee sobre Cheri, cujo era originalmente de Panglao, Bohol. “Todo mundo do lado da minha mãe é maravilhoso. Estou ansioso para ver todos à distância (risos) nos feriados. Sou muito grata pela minha família.” A família amorosa de Hailee inclui seu pai, Peter, e seu irmão, Griffin.

Hailee tinha as palavras mais carinhosas para seu avô materno, Ricardo Domasin, a quem ela chama carinhosamente de “Papa”. Ricardo morreu em 2014.

“Uma coisa sobre meu avô filipino – a quantidade de orgulho que ele tinha de mim, de si mesmo, de sua origem e de sua família era inacreditável. Às vezes, quando eu era mais jovem, íamos a restaurantes e ele dizia: ‘Esta é minha neta. Ela fez um teste hoje.’ Antes mesmo de qualquer coisa acontecer. Eu estava tipo, ‘Papa, pare! Pare! Você tem que parar.’”

“Percebo agora que talvez seja algo que eu gostaria de ter percebido antes. Uma qualidade que ele tem, com a qual nasceu e foi criado é o orgulho da família. Tenho muita sorte de ter experimentado isso com ele.”

“Isso remonta a ter interpretado uma personagem como Emily, que não tinha uma família que tivesse tanto orgulho dela, que sairia em público e diria às pessoas: ‘Minha filha é uma poetisa. Ela escreve poesia inacreditável!’”

“Eu tive isso no meu avô mais do que qualquer um. Eu sinto muita falta dele. Tenho muito orgulho de ser sua neta, de ser filipina e de ter isso no meu sangue, porque sempre estará lá.”

Fonte: Rappler

Tradução e Adaptação: Hailee Steinfeld Brasil



17.12

Quando Hailee Steinfled é deixada para auto-fotografar sua própria GLAMOUR UK capa, ela definitivamente não se segura. Incluindo ela devorando cupcakes em um vestido de gala rosa e saltos de arranha-céus, sentada no chão da cozinha dela. Mas você não esperaria nada menos da atriz de 24 anos, que ascendeu a fama como uma nomeada ao Oscar aos 13 anos no filme dos irmãos Coen, True Grit, antes de estrelar na franquia Pitch Perfect, recebendo sua segunda nomeação por The Edge Of Seventeen e lançando sua própria carreira solo musical com hinos empoderados como Love Myself e Starving, recebendo mais de 1.4 bilhões de streams no Spotify. Ah, e ela tem mais de 13 milhões de seguidores no Instagram que são igualmente obcecados com suas selfies e seu ativismo, com Hailee recentemente se juntando ao movimento #VidasNegrasImportam, no qual viram ela despertando consciência da violência da policia e tratamento prejudicial dos negros da comunidade LGBTQ+.

Mas como muitos de nós, encarada com uma pandemia global, Hailee foi forçada a ficar parada e ficar sozinha com ela mesma em uma maneira que ela não tinha conseguido ficar desde os 13 anos de idade. O que ela aprendeu sobre ela mesma durante essa experiência? “Muita coisa”, Hailee suspira, falando sobre sua casa de Los Angeles, onde ela está em lockdown com seus pais – Cheri, uma design de interiores, e Peter, um personal treiner – e seu irmão mais velho Griffin, um piloto de carros profissional.

“Eu passei por muitas fases em que ou eu estou ficando louca ou não. Eu não tinha esse tipo de tempo desde antes de eu começar a trabalhar quando eu era nova, então eu sinto que cresci muito como pessoa – emocionalmente e mentalmente. Eu também pude tirar um tempo para mim mesma e cuidar de mim em maneiras que eu não posso quando estou na estrada. Eu nunca tinha me dado a oportunidade de refletir e apreciar o quão longe eu cheguei. Eu não estava ciente disso antes, então eu me sinto mais confiante e confortável na minha prórpia pele e na minha vida” ela diz orgulhosa.

“Eu percebi, tem uma diferença entre ser só e estar sozinha. Eu aprendi que estar sozinha não é uma coisa ruim, e que na verdade pode ser ótimo.”

Lockdown a parte, Hailee também credita sua própria jornada em direção a entender ela mesma a interpretar Emily Dickinson, a subestimada poeta do século 19, que apenas foi publicada depois de sua morte, na série premiada da Apple TV, Dickinson – na qual Hailee também produz. Renascida como uma quebradora de regras que é sufocada pelo seu espartilho e as expectativas sociais das mulheres, Emily embarca num secreto romance com sua melhor amiga e escreve longamente sobre seus pensamentos mais sombrios, o que à leva a Wiz Khalifa, a personificação da série da morte, chegando tarde da noite na porta da casa dela para um passeio de carruagem. É o drama de época mais surreal que você irá assistir, mas a mensagem é clara: não f*da com uma mulher empoderada.

“Interpretar essa personagem atravessa entre todas as fendas de pensamento do seu cérebro”, ela comenta. “Tem alguns que são confusos, alguns que você chamaria de estranho e tem outros que são sombrios e assustadores. Na poesia dela, ela fala sobre tudo que passa no cérebro dela, de demônios à assassinato, o túmulo, da própria morte à natureza, borboletas e abelhas. Tem sido divertido cavar naqueles pequenos espaços no meu cérebro, porque ela fala o que muita gente tem medo de falar e o que você não quer nem mesmo pensar quando você esta num quarto sozinha. Eu tive muitos momentos de autodescobrimento nisso.”

Ela administrou o impacto mental do papel treinando com seu pai, que tem uma academia que rivaliza com o Barry’s Bootcamp na casa da família, e se apoiando nos seus companheiros de elenco de Dickinson – mais notavelmente Anna Baryshnikov, que chama Hailee como ‘irmã biológica’. “A dinâmica em ser parte dessa família de Dickinson é que todos nós fomos a esses lugares sombrios juntos. Eu vou para um lugar e ás vezes é difícil de me puxar de fora de lá”, Hailee divulga.

Pode ser curativo também? “Ás vezes a parte de seguir em frente não é necessariamente fácil enquanto volto a interpretar essa personagem de novo e de novo, esses pensamentos voltam. É estranhamente familiar a escrever músicas sobre algo na sua vida. Eu recentemente escrevi sobre algo que eu não senti que iria falar com ninguém sobre. Toda vez que eu tenho que cantar essas músicas agora, trás esses sentimentos de volta”, Hailee diz, referindo ao seu mais recente EP, Half Written Story, que inclui seus contos muito pessoais de amor e términos. Uma dessas músicas, Man Up, notavelmente contém a letra, “Meu irmão te odeia, minha mãe te odeia/ Meu pai e minha irmã, também/ Espera, eu nem tenho irmã/ Mas se eu tivesse, ela te odiaria.”

Muito tem sido feito da vida particular de Hailee, desde um rumorado longo relacionamento com Niall Horan, à múltiplas colunas sobre suspeitos relacionamentos com Justin Bieber e sua co-estrela em Romeo and Juliet, Douglas Booth. Como ela se sente sobre o fato de que, em 2020, pessoas ainda estão definindo mulheres por seus relacionamentos? “É o seguinte, eu sou igualmente investida nesse mundo como outras pessoas como eu sou com a individualidade do que eles fazem e o que eles trazem para a mesa. Eu acho que é algo que a pessoa pode escolher; quanto ou quão pouco eles querem que as pessoas saibam.”

“Eu ia falar sobre estar no controle disso, mas o problema é que muitas pessoas não sentem que têm controle sobre o que as pessoas sabem sobre elas ou descobrem sobre elas. Alguns de nossos momentos mais privados podem ser de alguma forma divulgados ou vazados e não temos controle sobre isso, o que é uma coisa difícil de compreender. Eu me sinto muito feliz por estar no lugar em que estou. Eu me sinto abençoado por estar trabalhando e interpretando papéis incríveis, produzindo um projeto incrível, e é disso que quero falar, é disso que tenho mais orgulho; é isso que eu quero que as pessoas saibam, e elas podem escolher concordar com isso ou não.” Proclama, Hailee!

Para todos os altos durante a carreira meteórica de 10 anos de Hailee, também houve baixas, incluindo perder o papel de Katniss Everdeen em Jogos Vorazes para Jennifer Lawrence. Embora Hailee finalmente consiga adicionar uma flecha em seu armamento, como acaba de ser anunciado, ela estrelará ao lado de Jeremy Renner na série de personagem homônima Hawkeye, onde interpretará a icônica arqueira de quadrinhos da Marvel Kate Bishop em uma nova série Disney+ – previsto para ser lançado no próximo ano. O que ela aprendeu sobre o preço do sucesso e o conceito de fracasso? Acontece que manter o ritmo consigo mesma é a maior batalha de Hailee. “Com Dickinson especificamente, me tornar um produtora, assim como estrelar na série, foi muito para mim. Não há como negar que foi um desafio”, diz Hailee. “Eu estava lançando música ao mesmo tempo e havia muita coisa acontecendo, e sempre fui do tipo que dedica 210% de mim mesmo ao que quer que esteja bem na minha frente, e quando há 472 coisas, é muito difícil fazer isso.”

Como ela lida com as críticas e sua própria autocrítica? “Eu acho que isso nunca vai acabar”, responde Hailee. “Quando vi True Grit pela primeira vez, fui com minha família e nos sentamos em um pequeno teatro que havia sido montado para nós. Quando o filme acabou, as luzes se acenderam e as pessoas começaram a se levantar ao meu redor e eu apenas fiquei sentada vidrada na tela porque assistia a cada nome que saía dos créditos. Eu me sentia tão conectada a todos eles – do departamento de figurinos aos punhos – conhecia todos eles, eram meus amigos. Não foi até aquele momento que eu percebi que havia tantas pessoas que trabalharam incansavelmente para fazer este filme. Estamos todos juntos nisso, também somos apaixonados por uma coisa e independentemente do que as pessoas pensem, temos orgulho do que fizemos e isso é um sentimento muito legal.”

Com uma carreira premiada multitalentosa em seu nome, eu me pergunto se ela já se sentiu restrita por nosso mundo, que ainda tenta classificar as mulheres. “Honestamente, sinto que faço parte de uma geração que está constantemente quebrando barreiras, ultrapassando os limites e pulando para novos territórios, e isso está se tornando mais aceito”, diz Hailee. “Eu sinto que, na minha cabeça, eu me coloquei em uma caixa mais do que a sociedade. Eu acho que definitivamente existem padrões sociais que são ridículos, e eu não sinto nenhuma pressão para viver de acordo com nenhum deles. Eu sinto que tenho meus próprios e é muito fácil me deixar levar por eles.”

“Eu ainda preciso entrar na minha cabeça, seja no trabalho ou na vida pessoal”, ela continua. “Eu encontrei certas pessoas em minha carreira que disseram, quando eu estava mudando para a música, ‘Bem, você é um atriz ou você é um cantora?’ Foi quando eu respondi que eu sou um artista. Olhe para artistas como Halsey, que é uma poetisa incrível, uma pintora incrível, ela é uma dançarina – ela é uma artista. Existem tantas facetas em tantos deles, então por que eles deveriam apenas cantar e ficar atrás de um microfone?”

“Eu mesmo questionava essas coisas antes de começar a lançar música, e às vezes há uma espécie de estranheza quando você vê alguém fazendo um crossover ou entrar em um novo território, o que é ridículo. Talvez seja me colocar menos em uma caixa na minha cabeça, mas apenas me questionar por causa das caixas em que as pessoas costumam colocar outras.”

Garanto a Hailee que ela serviu mais bangers (prato muito popular no Reino Unido) do que um bom café gorduroso de colher. “Eu sei – dane-se eles”, ela ri. E aí está o segredo do sucesso de Hailee: seu espírito único e tempestuoso e sua incapacidade de ver qualquer obstáculos colocados em seu caminho.

A segunda temporada de Dickinson estará disponível na Apple TV a partir de 8 de janeiro.

KGBR_281529.jpg

REVISTAS E JORNAIS – SCANS > 2020 > GLAMOUR UK – DECEMBER

KGBR_281529.jpg

PORTRAITS E ENSAIOS FOTOGRÁFICOS – PORTRAITS AND PHOTOSHOOTS > 2020 > GLAMOUR UK



© 2020 Hailee Steinfeld Brasil • Hospedado por Flaunt • Layout por Lannie D